Cupom Descontos

Móveis e Eletrodomésticos

O Ditador - O Filme

Rico por conta do petróleo e isolado, o Estado norte-africano de Wadiya tem sido governado pelo inimigo feroz do Ocidente Aladeen (Sacha Baron Cohen). Com a ameaça da ONU de impor sanções no governo de Wadiyan, o conselheiro Tamir (Bem Kingsley) convence Aladeen a ir aos Estados Unidos para assegurar que a democracia nunca chegue ao seu país.

Trailer do Filme

Sinopse

A heróica história do General Aladeen (Sacha Baron Cohen), ditador da República de Wadiya, localizada no norte da África. Ele dedica sua vida inteira a garantir que a democracia jamais chegue ao seu país, enquanto ergue estátuas em sua homenagem e cria seus próprios Jogos Olímpicos. Quando a comunidade internacional suspeita que Wadiya está construindo uma arma nuclear, ele é intimado a se explicar na sede da Organização das Nações Unidas, nos Estados Unidos. Mas seu encontro com a democracia americana não se passa exatamente como ele esperava

Critica do Filme

O comediante Sacha Baron Cohen ficou famoso por seu humor corrosivo, politicamente incorreto, voluntariamente grosseiro e vulgar. Em Borat e Brüno, ele colocava suas piadas à prova do real, confrontando-se com pessoas que às vezes sequer sabiam que faziam parte de um filme, explorando o mecanismo das pegadinhas e das câmeras escondidas. Além do incômodo da temática, a forma também era eticamente contestável, porque nunca explicava ao espectador onde terminava a realidade e onde começava a encenação.

Se o conceito era questionável, ao menos ele era coerente, e tinha o mérito de explorar até o fim o propósito da paródia pelo distanciamento, pela recusa da identificação – afinal, qual americano gostaria de se reconhecer nos personagens ignorantes e patéticos mostrados em tela? Mais do que engraçados, Borat e Brüno eram perturbadores, e finalmente reflexivos no que diz respeito à cultura americana.

Em O Ditador, no entanto, o comediante muda radicalmente sua técnica. Sumiu a suposição do real: esta história é claramente roteirizada do início ao fim; não houve improvisação, todos os participantes estão conscientes de estarem em um filme. Mesmo algumas estrelas como Ben Kingsley e John C. Reilly aparecem em pequenas cenas, torturando o protagonista ou lambendo suas axilas.

Assim, o diretor Larry Charles confronta-se pela primeira vez à linearidade, à obrigação de contar (e desenvolver) uma história do começo ao fim. Nasce então um grande problema, ao percebermos que nem o roteiro, nem a montagem conseguem trabalhar nos moldes da comédia tradicional. Todas as piadas são lentas, longas, retornam em cenas paralelas e perdem grande parte da comicidade pela falta de ritmo.

O tema de um ditador confrontado à cultura americana poderia significar que teríamos mais uma vez uma crítica da cultura estadunidense pela metáfora do estrangeiro, como era o caso de Borat e Brüno. Mas os cidadãos americanos são curiosamente poupados nesta produção inofensiva, domesticada, preferindo piadas escatológicas às crônicas sociais. Sendo um filme sobre a política, é imperdoável que O Ditador seja tão pouco politizado, tão inocente.

Comentários